Era uma noite fria , podia-se ver a neve lá fora , em uma casa de madeira com uma quente e aconchegante lareira bem avista no meio da sala, um garotinho sentado no tapete brincava com seu carrinho, também feito de madeira. A casa estava vazia , estando apenas o garoto e sua vó que a beira dos seus 99 anos fazia um cachecol de lã escocesa cuidando do seu netinho. Da porta da cozinha ouvi-se o latido do cachorro e o barulho de suas unhas arranhando o lado de fora da porta: - Vá abrir a porta para ele Dios, disse a avó com sua voz rouca e uma tosse no final – Já não ia tão bem de saúde, mas pra sua idade até que estava bem e ainda sobrevivendo ao inverno rigoroso. Dios , foi correndo com seu carrinho correndo até a cozinha abriu a porta e o cachorro entrou saltitando porta adentro, para esconder-se do frio, provavelmente. Dios colocou a ração e a água para o cachorro e o resto de sardinha que havia em um pote dizendo: - Tome Réus , hoje é seu dia de sorte, tem sardinha que você tanto adora – O Cão vira-lata deliciou-se com o alimento parecendo que não comia a dias , e Dios ouviu um barulho como se alguém corresse subindo as escadas. Logo riu imaginando sua velha avó correndo com sua sapatinha e seu vestido como se fosse uma corredora profissional. Dios tinha 9 anos mas já tinha alguns pensamentos que dificilmente seus amigos e colegas entendiam, como seu humor para situações dramáticas e sua imaginação fértil, mas dessa vez não haveria do que rir.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
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4 comentários:
O dom pra narrativa que eu não conhecia...
Fico muito bom mau, me lembra Tuneis, que tem uma narrativa leve e agradável.
Só fan já.
Parabéns
Ótimo conto o/
Deu medo o.o"
nossa, não conhecia essa sua veia... com um pé na narrativa... conto mirabolante... Dios o estranho XD~
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